A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) foi palco, nesta terça-feira (25/10, de um momento histórico. Sua presidência ofereceu a dois dos três remanescentes de um grupo de imigrantes japoneses que chegou ao Estado em 1931 e sofreu abusos na década de 1940, durante a 2ª Guerra Mundial, o título de Cidadão do Amazonas. À época, eles tiveram os bens confiscados pelo governo e foram sujeitados ao confinamento em uma localidade chamada Acará, no Pará. A homenagem foi prestada a Mamoru Chiba e Zennoshin Shoji, que vieram para Parintins para implantar o ciclo da Juta na região.

O fato teve repercussão nacional na noite de hoje. Segundo reportagem exibida no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, os imigrantes foram responsáveis pela fundação da Vila Amazônia e, junto a eles, veio a produção de Juta, fibra asiática a qual deixou de ser importada da Índia e se tornou produto que virou fonte de renda para milhares de pessoas. Mas, por conta de um equívoco, eles foram considerados inimigos do Estado. Os imigrantes foram acusados, à época, de enterrar armas no território do Estado e foram confinados após o engano, quando na realidade, o grupo fazia buracos para escoar a água da chuva.
Homenagem na Aleam
Segundo informações da assessoria da Aleam, na ocasião da homenagem, houve também o lançamento dos livros “A Saga dos Koutakusseis no Amazonas”, coordenado pelo Sr. Waldi Sato, e “A Fibra e o Sonho”, escrito por Antão Shinobu Ikigami. O evento fez parte das homenagens prestadas pela Casa Legislativa aos Koutakusseis, e aos 70 anos de imigração japonesa. A proposta é de autoria do deputado estadual Tony Medeiros (PSL). Para ele, os Koutakusseis não acreditaram apenas no sonho de plantar e cultivar a juta, mas criaram raízes mais profundas e se tornaram parte do Amazonas.
Para o deputado e presidente da Aleam, Ricardo Nicolau (PSD), essa homenagem é motivo de orgulho para o Legislativo, que tem a obrigação de reconhecer e homenagear estas pessoas que dedicaram suas vidas para o desenvolvimento do Estado por meio de uma história de pioneirismo, sofrimento, perseverança e sucesso.
Em rápidas palavras, o senhor Waldi Sato disse que os Koutakusseis cumpriram com o dever e o direito de plantar e desenvolver o Baixo Amazonas, e hoje, com o lançamento do livro, toda essa história é contada para que “todos saibam que a colaboração do povo japonês é real, séria e verdadeira”.
Fonte: A Crítica
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