Buenos Aires - Os 29 milhões de eleitores argentinos irão as urnas, amanhã (23), com duas certezas: a presidenta Cristina Kirchner será reeleita para um segundo mandato de quatro anos e a oposição, fragmentada, saíra do pleito ainda mais debilitada. É o que indicam todas as pesquisas de opinião e é o que pensam, também, os aliados do governo e da oposição.
A verdadeira disputa será pelo segundo lugar e pela conquista de espaço no Congresso argentino. No domingo, os argentinos também escolherão 130 dos 257 deputados federais e 24 dos 72 senadores, além de governadores, prefeitos e deputados estaduais. "A presidenta pode conseguir maioria no Congresso, mas não necessariamente terá maioria própria", disse, em entrevista a Agência Brasil, o analista político Hector Stupenengo.
A confiança dos argentinos sobre o desfecho das eleições de domingo não depende apenas das pesquisas de opinião. O verdadeiro teste foi em agosto passado, nas primeiras prévias da Argentina. Pela nova lei, os partidos já não decidem sozinhos quem vão lançar como candidatos à Presidência. Agora, são obrigados a submeter suas opções ao eleitorado, que escolhe quem representará a agremiação. Como todos os partidos apresentaram um único candidato, as prévias viraram um plebiscito. A vitoriosa foi, com folga, Cristina Kirchner, que obteve metade dos votos do eleitorado (mais que a soma dos três candidatos mais votados da oposição).
Desde então, a popularidade da presidenta tem aumentado, segundo as pesquisas de opinião. Resta saber quem será o segundo colocado. O único político que parece ter conquistado mais eleitores, desde agosto, é o governador de Santa Fé, Hermes Binner - candidato do Partido Socialista e desconhecido nacionalmente. Tudo indica que ele vai ultrapassar os dois candidatos mais fortes da oposição: Ricardo Alfonsin (filho do ex-presidente Raul Alfonsin) e o ex-presidente Eduardo Duhalde. Em agosto, os dois praticamente empataram nas prévias, com 12% de votos.
Fonte: Mônica Yanakiew - EBC na Argentina
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