A Secretaria de Infraestrutura e Logística prepara um edital de contratação de uma empresa especializada para elaborar o Plano Aeroviário do Paraná. “O objetivo é superar uma defasagem estratégica de mais de 20 anos no modal aéreo, modernizando a gestão dos aeroportos”, afirmou o secretário José Richa Filho. O último plano é do fim da década de 1980.
A contratação do plano, já autorizada pelo governador Beto Richa, é necessária porque o Paraná possui uma das maiores estruturas aeroviárias do País. São 40 aeroportos públicos – quatro gerenciados pela Infraero (Afonso Pena, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu) e 61 pistas privadas, localizadas principalmente em fazendas e empresas do interior.
A elaboração do plano permitirá ao Paraná apresentar projetos e requisitar recursos do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa) para obras de melhoria, reformas e ampliação dos aeroportos públicos. O documento vai considerar aspectos socioeconômicos regionais e de demanda atual e futura. Com um desenho voltado para a integração multimodal, deverá se tornar um indutor do desenvolvimento de todas as regiões paranaenses.
Técnicos da secretaria já mantiveram contato com o Instituto para o Desenvolvimento Espacial e Aeronáutico (Idea), informando que o Paraná pretende considerar a demanda atual e futura, tendo em conta as estratégias nacionais para o setor.
CONVÊNIO – Paralelamente, o Governo do Estado desenvolve ações para realizar obras de melhoria e ampliação nos aeroportos de Cascavel e Maringá, por meio do Profaa, e também no de Londrina. Um convênio assinado com a União vai garantir R$ 7,1 milhões para o novo terminal de passageiros de Cascavel e R$ 7 milhões para o novo pátio de aeronaves de Maringá. O governo federal assumirá 70% dos recursos – o restante será do Paraná.
Em Londrina, o governador Beto Richa assinou um convênio com a prefeitura para dar início à desapropriação de áreas do entorno do Aeroporto Governador José Richa. O Governo do Estado vai repassar inicialmente R$ 9 milhões para dar andamento ao processo, e poderá repassar até R$ 27,5 milhões para a desapropriação dos imóveis, necessária para a ampliação do aeroporto e a instalação do ILS (Instrument Landing System, um sistema de aproximação por instrumentos).
Com relação ao aeroporto Afonso Pena, administrado pela Infraero, o governador Beto Richa assinou em dezembro um decreto que declara de utilidade pública para desapropriação uma área de 751,5 mil metros quadrados, no entorno do terminal, que será utilizada para a ampliação da estrutura já existente e a implantação da terceira pista de pousos e decolagens.
De acordo com o levantamento da secretaria, as necessidades operacionais do aeroporto de São José dos Pinhais são uma nova pista com 3,4 mil metros, a ampliação do terminal de passageiros, do pátio de aeronaves e do terminal de cargas e a instalação do equipamento ILS-3.
O conjunto de medidas do novo plano aéreo deve levar em conta projetos como o apresentado por um grupo de empresários que pretende construir um aeroporto internacional de cargas no município de Tibagi, na região dos Campos Gerais. Com previsão de investimento de cerca de R$ 3,5 bilhões, o terminal terá quatro pistas, 8,8 mil metros quadrados de armazéns e oito hangares. O aeroporto terá capacidade para receber Airbus 380 e possibilitará que sejam realizados até 7,5 mil pousos e decolagens por ano, com conexões com a Europa, América Latina e Estados Unidos.
Fonte: AEN
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