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Pressionado em depoimento na PF, jornalista diz que a instituição está sem controle em Rondônia

24/10/2011 - [19h:52m] - Polícia e Segurança      Diminuir Aumentar

O jornalista, diretor e editor de O observador.com, jornal eletrônico do Estado de Rondônia, Everaldo Fogaça, convocado para prestar esclarecimento em caso da manifestação de estudantes sobre a Universidade Federal no Estado, a (UNIR), diz em matéria jornalística que foi privado de seus direitos constitucionais e na liberdade de expressão durante depoimento na sede da Polícia Federal em Rondônia.

Fogaça, como é conhecido no meio, diz ainda que sequer seu advogado foi respeitado como tal, e que no calor da discussão o delegado federal teria "batido" com as mãos na mesa e mandado o bacharel em direito “calar a boca”.

Abaixo da foto o texto publicado como desabafo pelo jornalista.

“A Direção Geral da Polícia Federal em Brasília precisa, urgentemente, tomar pé da situação em que se encontra a Superintendência do órgão em Rondônia, absolutamente sem comando, a julgar pelo comportamento do delegado Eduardo Brun Souza, acusado de intimidar, ameaçar e constranger o jornalista Everaldo Fogaça, do site de notícias O Observador, que saiu indiciado da sede da PF porque publicou manifesto do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e, durante depoimento para esclarecer a origem do texto, diante das ofensas do delegado, que, inclusive, mandou o advogado calar a boca, disse que só falaria em juízo.

O delegado Eduardo Brun de Souza, visivelmente descontrolado, aos gritos e dando murros na mesa, ainda atentou contra as prerrogativas da advocacia rondoniense, ofendendo o advogado Caetano Vindimiati, que acompanhava o depoimento de Fogaça.

O momento mais tenso dentro da sede da Polícia Federal em Rondõnia nesta segunda-feira foi quando o delegado ameaçou o jornalista afirmando que iria fazer, naquele momento, busca e apreensão na casa do profissional de imprensa e na sede do site O Observador.

O delegado esbravejava que o depoente, que não era acusado formalmente de nenhum crime, era um caluniador por ter publicado o manifesto do DCE. O delegado também quis ensinar jornalismo e disse que, de agora em diante, vai perseguir o jornalista e sua empresa, fazendo uma devassa em seus negócios.

“Vou acionar a Advocacia Geral da União, o Ministério Público Federal e o Ministério das Comunicações para vasculhar sua vida e a deste site. Vou fechar este site”, gritava o delegado, segundo relatos de Fogaça e de seu advogado. Para intimar Fogaça, a Polícia Federal em Rondônia designou seis agentes armados.

A informação é de que outros veículos de comunicação de Rondônia serão chamados pelo mesmo delegado a prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal sobre o mesmo assunto.

Não consta, porém, que a PF tenha intimado membros do Diretório Central dos Estudantes da Unir sobre a nota enviada à imprensa .”

 

A Polícia Federal ainda não se manifestou sobre a declaração do jornalista.

Fonte: Oobservador.com

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